sexta-feira, 5 de junho de 2009

marketing no mundo feminino

aqui tinha dito que a vida das mulheres é puro marketing …
De pequeninas, à conta do marketing, ficamos à espera de um príncipe, lindo, só nosso que nos enche de alegria e…de filhos… e de vivermos felizes para sempre.
Depois vem o casamento…vestido branco, igreja, o príncipe no altar…é o slogan :“momento mais feliz na vida de uma mulher”.
Vem a maternidade (às vezes antes do casamento)….o parto…é tudo também “o momento mais feliz da vida de uma mulher” (já vamos no segundo não é?).
E depois esbarramo-nos naquelas mulheres propagandas que fazem parecer simples ser mãe, dona de casa, amante, esposa e profissional.
Resultado: quando estamos a viver a vida real muitas vezes sentimo-nos umas fracas, umas incompetentes por não conseguirmos atingir o standard fixado pelo marketing.
Tenho amigos que me dizem ser muito radical quando apresento os factos reais…mas sinto que devo lutar contra o institucionalizado e fazer com que as mulheres assumam suas fraquezas…porque isto não é ser fraca...é ser corajosa, é ser real!!!
Não há príncipes encantados…deparamo-nos com vários sapos…há que ter a sorte de encontrar um que não salte muito e nem seja muito “inflamado”. Nosso? Não há sapos nossos…nossos são apenas os momentos vividos no lago.
O casamento não é sempre uma maravilha…afinal são duas vidas que se juntam para formar uma nova. 1+1 não é igual a dois, nem a 1. Não se soma nem se subtrai…constrói-se uma nova vida e como tal há conflitos, há mágoas…cabe saber resolver e não desistir na primeira.
Filhos?!?!Custam…a dor do parto é A DOR, não se enganem com a cara de felicidade que nos brindam nos filmes e novelas que a mulher enquanto está com as contracções sorri (não minhas caras…vão vos passar mil coisas pela cabeça e sorrir é depois da última). E, minutinhos depois do parto, é ver a cara de quem já está pronta para correr uma maratona…aqui também não é bem assim…o teu corpo foi colocado à maior prova de esforço…e nem falo da depressão pós-parto…frescura de mulher segundo alguns…
E depois…depois…deixamos de ter tempo para nós, abdicamos de imensas coisas (carreira, viagens, concertos, aventuras…) vivemos em função dos filhos…
Muitas mulheres passam pior quando não tem ao seu lado alguém que a ajude…muitas tem aqueles homens pré-históricos que apenas lhes interessam casa arrumada, roupa limpa, comida na mesa e na cama e ainda brindam-nas com comentários do tipo “Antes não eras assim, cuidavas melhor da tua pessoa”. Mas nisso vale a lição de uma piada: é, nem que seja por um dia, deixar de fazer tudo e tirar este dia para viver como se não fosse casada e com filhos…para verem como custa.
E depois….bem…depois os filhos, um dia, como nós, saem de casa e vão viver as vidas deles porque os filhos não são nossos…são da vida como já disse alguém.

É claro que é bom acordar ao lado de quem amamos e nos ama, é claro que derretemo-nos quando ó bebé no dá aquele sorriso, é claro que é bom ter aquele pedacinho de nós nos braços, (isso já conhecem através do marketing) mas o saldo nem sempre é tão positivo como fazem crer...o saldo vai depender muito de nós...das expectativas criadas, das realizações (nossas e da família), da nossa capacidade de adaptação.

Só espero chegar um dia e, se resolver fazer a contabilidade, possa dizer que o saldo foi positivo. Até lá...vou fazendo minha caminhada, rindo, chorando, desregrada, despenteada, descontrolada, descuidada, simpática, antipática, tudo isso e muito mais quando assim me apetecer...não devo nada a nínguém!

2 comentários:

irina disse...

ou ñ fosses tu hahahahahahhahahahahha
adorei ;)

Mariana disse...

Subscrevo INTEIRAMENTE!!