sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cojones...Porque hay que tenerlos...



Os políticos raramente os tem... MAS...
Ulisses mostrou que os tem no sítio ao tomar a medida de derrubar as casas clandestinas...!
Segundo me contaram (estava fora do país) era ver as pessoas recheadinhas de ouro a reclamar que são coitadas(!!) ; a agredirem a polícia (e a levarem o troco depois de umas quantas bofetadas recebidas- essa gostava de ver) e a Record Cabo-Verde, num jornalismo sensacionalista levado ao extremo, a mostrar apenas uma parte do sucedido (oh como eu detesto a igreja que está por detrás desta organização!!! São uns execráveis!!!). Vá lá que temos a RTP África e a nossa TVEC (a TCV nunca passou da fase experimental) que mostraram as duas faces da moeda!
Sou a favor do derrube. As pessoas precisam saber que lhes custam as ilegalidades. Não me venham com sermões sobre não terem lugar para fazer casa, não terem dinheiro para comprar terrenos (mas tem dinheiro para o ouro, fazer casa (s) em betão, ter frigorífico, TV, telemóvel e carros), enquanto que os outros compram o terreno, pagam seus impostos. E sabemos, como o Ulisses denunciou, há uma verdadeira máquina imobiliária por trás.
Se as pessoas tem a capacidade organizativa para fazerem nascer da noite para o dia casas de betão, porque não canalizam este mesmo esforço de forma legal, de forma a criarem bairros minimamente organizados, e não um amontoado de casas, umas em cima das outras, becos e belecos - uns autênticos projectos de favela.
Praia está completamente cercada dessas favelinhas e com todos os problemas de que resultam bairros do tipo e a Polícia, quando chamada a intervir e resolve aparecer entra com o cruz-credo na boca.

Sei que a medida terá de ser acompanhada por uma maior fiscalização, mas já foi um começo e espero que ele não fique por aqui!!!

1 comentário:

Eugénio Lopes disse...

Estou plenamente de acordo consigo.
Isso sem contar com a conivência dos fiscais da CMP para fomentar essas construções. Fui vitima de construção clandestina no meu terreno e ainda por cima com ameaças de morte.