quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia do..livro

Hoje comemora-se o dia do livro...e portanto desejo a todos os leitores um banho de boas leituras e ao meu génio da lâmpada ou minha fada madrinha peço para que as nossas crianças voltem a ser amigas íntimas desse velho sábio (e já agora os políticos e jornalistas também, pois precisam e muiiiiiiiiiiiiiiiito - Sei que é pedir muito...mas pedir não custa, não é?)
Lembro que, ainda que pequenina e sem saber ler, adorava livros e fazia as delícias lá em casa ao fingir que lia alguma coisa. Usava a minha imaginação e depois eram torrentes de palavras sem nexo que saíam da minha boca (asneiras claro). No Natal minha família enchia-me de livros. Os primeiros que li foram "branca de neve" e "gata borralheira" para depois devorar La Fontaine. Quando a biblioteca lá de casa ficou pequenina, descobri o Centro Cultural Português...fiz o cartão de sócio (acho que meu nº era o 431) e devorei literalmente os livros de Enid Blyton (as gemeas, os sete...etc). Gostava tanto que na minha cabeça fantasiei que Enid era uma mulher...tinha eu meus 21 anos quando descobri que era homem, não sei porquê, mas foi uma pequena desilusão.
E segui, lendo, descobrindo os autores por mim mesma. Por birra nunca ia (e continuo a não ir) para os best sellers...tanto que só agora li o "cem anos de solidão" do García Márquez. Deixo sempre passar a febre e vou seguindo minha intuição. Há um momento para cada livro. Hoje o leque é vasto e o tempo escasso, mas tento sempre ler mais de 2 livros por ano (exlcuindo os de"obrigação profissional" claro) e quando o faço...deleito-me no prazer de viajar no desfolhar das páginas e no bailar das palavras...

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