sexta-feira, 8 de junho de 2007

A morte...

Quando ela nos toca de perto, percebemos o quanto nossos problemas, dilemas são insignificantes, o quanto não somos donos das nossas vidas, o quanto adiamos as coisas sem sabermos se teremos tempo de as concretizar.
A morte tem o condão de nos mostrar que estamos aqui de passagem e nós não sabemos quanto é o "nosso" tempo de permanência...que pode ser até hoje.
Certamente que, se nos dissessem que temos "x" dias de vida, mudaríamos a nossa vida, tentaríamos fazer coisas que vamos adiando, tomaríamos aquelas decisões, e sim, dependendo da nossa força de vontade, tentaríamos ser felizes até a hora final. Salvo se, ao invés de fazermos isso tudo caíssemos no desespero – atitude típica de muita gente.
Em mim a morte tem o condão de me pôr a questionar minhas prioridades, as dimensões dos meus problemas…sei que depois de algum tempo voltarei à minha vidinha normal, dando importância à estupidez e mesquinhez das pessoas e olhando para o meu umbigo. Mas enquanto o efeito não passar aproveito para rever minhas posições.

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