segunda-feira, 30 de abril de 2007

sinto-me assim...


Estou naqueles dias que me sinto presa à terra por raízes tão densas que não vislumbro o fim, só um emaranhado de pensamentos e caminhos sem fim.
A minha mente presa aos ramos já não voa, tenta desesperadamente soltar-se mas as amarras parecem-me poderosas.
Há uma ansiedade que me sufoca e uma angústia que me afoga.
Não tenho lágrimas nem sangue para derramar e uma corrente formar sob minhas raízes para um novo rumo trilhar. Só tenho este lago de dúvidas por onde pendem os ramos onde minha mente já debate frágil e cansada.

A propósito do 1º de Maio...

Nada como o dia 1º de Maio (que é amanhã, eu sei- resolvi antecipar o post) para falar sobre os trabalhadores da nossa terrinha. É claro que a linguagem moderna já não usa este termo. Agora o “in” é chamar de colaboradores. Afinal colabora-se!!
No post “TACV”, falei dos PAVT. Essas pessoas, que acredito que muitos são colaboradores de outras empresas deviam lançar mãos à consciência, olharem para o próprio umbigo e perguntarem: “No meu posto de trabalho eu exerço com zelo as tarefas que me são incumbidas?” “Sou eficiente?” “Contribuo para o sucesso/crescimento da minha empresa?”. É! As empresas são “nossas”, pagam-nos e em troca deveríamos retribuir/colaborar (lembram-se? Somos colaboradores!!). A maior parte dos cabo-verdianos pensa que as empresas são uma espécie Previdência social, que só tem de olhar para os seus interesses, só se preocupam com o fim do mês, ou melhor com o dinheiro no bolso. (isto acontece também na relação com o Estado - ficam à espera que ELE resolva os probleminhas todos quando muitos fogem aos impostos!!).
Muitas vezes falamos da função pública (essa é um cancro!) e esquecemo-nos que nas empresas privadas encontramos pessoas que parecem ter saído da mesma escola que os funcionários públicos. São aquelas pessoas que quando chamadas para algum trabalho já começam a pensar nas contrapartidas, ou quando se exige um pouco mais de esforço já reclamam que o tempo de escravidão faz parte do passado. São aquelas pessoas que quando nos acercamos delas lançam-nos “aquele”olhar que nos arrepia a espinha e que, quando apanha um desprevenido, põe o pobre coitado a pensar que vai ali pedinchar algo, quando se trata na realidade de uma troca de serviço! Com certeza que na vossa empresa existe um exemplar destes. Ao contrário do que acontece com determinadas espécies, essa infelizmente não está em vias de extinção e nem vai estar se não se fizer uma “lavagem cerebral” à malta.
Já falei aqui sobre o que acho sobre os “dias de…”, e o 1º de Maio não é excepção. Ao menos que sirva para se debater os problemas e não pensar nesse dia apenas como um feriado. O que acho “engraçado” é que os colaboradores das empresas ficam a espera que seja a empresa a fazer “festa” para os colaboradores. Pessoal o dia é dos T-R-A-B-A-L-H-A-D-O-R-E-S, portanto a iniciativa deve partir dos trabalhadores e não da empresa, pois no dia do aniversário da empresa cabe a ela organizar alguma coisa (se lhe apetecer), no “nosso” dia que tal mexermos o rabo ao invés de reclamar que a empresa não fez nada para assinalar o dia?

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Pontualidade "à cabo-verdiana"!

Parece nome de um prato num restaurante...mas é como, quanto a mim, a pontualidade é vista em Cabo-Verde - Faz parte do menú quotidiano do cabo-verdiano, quer o prato seja quente ou frio! (leia-se compromissos formais/informais e/ou profissionais/pessoais)
Ser pontual à maneira Cabo-verdiana significa “Chegar atrasado”!! Salta-me a tampa quando ouço as pessoas dizerem com aquele ar de “expert”: “ Ah! X horas é o que dizem, mas à boa maneira cabo-verdiana deve começar lá para as Y horas” E dizem isso com a maior naturalidade(para não dizer LATA), como se não pensassem que isso é uma falta de respeito para quem organiza e para quem é pontual e fica à espera desses engraçadinhos. Ainda no último fim-de-semana houve um episódio que me fez ferver (ando muito sensível): O Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal da Praia foi convidado para uma cerimónia. Aceitou, foi-lhe enviado o programa…à hora marcada estavam os pontuais, todos tão ou mais ilustre do que ele, mas... do Exmo. Sr.…népia! 15 mn, 30 mn, uma hora, NADA!!Os organizadores, porque o referido Sr. era um dos membros da mesa, esperaram 1 hora (ainda bem que não esperaram mais) e deram início ao evento. Meia hora depois, ou seja 1H30mn depois da hora marcada, o dito se digna aparecer. Mas não entrou ou não o deixaram entrar (espero ter sido a última hipótese - estou "naqueles dias")… Aonde fica o respeito?!?! Não deveriam ser estes senhores exemplos?! Eu não tinha esperado mais do que meia hora!!!
Primo por ser pontual, quer a nível profissional quer a nível pessoal. Hoje já não há desculpas para atrasos sem justificação prévia. Antigamente minha margem era de 15/20 minutos, se não aparecessem eu desaparecia!! Agora? Minha margem é menor, afinal temos os telemóveis e sempre podem mandar um sms:”atrasado X minutos”, é o mínimo que podem fazer.
Enquanto continuarmos com essa cultura de “pontualidade à Cabo-verdiana”, continuaremos com esse joguinho de gato e rato: quem marca, marca mais cedo contando com os atrasos dos engraçadinhos e estes sabendo disso aparecem mais tarde… e os eventos nunca arrancam na hora estipulada e quanto aos pontuais continuam levando seca, pois na dúvida vão na hora marcada. Mas é possível educar os cabo-verdianos, querem exemplo? O barco Mar d’ Canal já deixou alguns engraçadinhos em terra…e agora é ver todo o mundo a chegar pontualmente e o barco a iniciar a viagem na hora prevista! Se cada um fizesse isso talvez poderíamos ficar um pouco mais “civilizados” e honrar os compromissos.
Quanto a mim não é chique chegar atrasado e, se um dia me casar, não sei se lançarei mão à prerrogativa de que as noivas chegam sempre atrasadas, meu noivo pode começar a ficar preocupado se eu me atrasar mais de 15 min e não mandar nenhum sms entretanto.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

terça-feira, 24 de abril de 2007

Uma explicação...

Para quem não sabe, o blog esteve "fora do ar" mais de uma semana devido ao corte do cabo submarino Atlantis2, que liga Cabo-Verde ao mundo, ocorrido no Porto da Praia. Durante estes dias, se a net estivesse no MSN o status dela seria "ausente"ou "ocupado", e se existisse a opção "estou nem aí" com certeza seria o mais utilizado.
Recuperada, mas ainda meio grogue, a net já funciona, mas a gripe não dá trégua ao Tico e ao Teco (meus neurónios) que estão anestesiados de analgésicos e outros que tais, a garganta parece que um gato andou por lá a afiar as unhas e por isso meus amigos, tenho disposição para tudo, menos escrever, trabalhar, falar, andar, enfim, essas coisinhas....espero recuperar o mais breve possível para poder pôr a escrita em dia.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Tou parvificada! (2)

Não resisto! Juro que tentei ficar quietinha e caladinha...mas algo me impele e por isso só mais uma coisinha...E eu que já estava a ficar parva e irritada com a tamanha importância que a media portuguesa está a dar ao caso de se saber se o Sócrates (PM de Portugal) tem ou não licenciatura, com isto calo-me...para mim o que importa é a obra, o trabalho, as mais-valias que uma pessoa faz, tem e acrescenta à sociedade (discutível o trabalho do Sócrates). O resto? Se é preto, branco, amarelo, Dr, PhD, Professor Doutor, são detalhes. Estuda-se para evoluirmos e atendermos à questões realmente importantes. Mas infelizmente, e nisso o cabo-verdiano é mestre, atende-se mais a formalismos que não são mais que pequenos detalhes de nada!!(Acho que isso ela não conseguiu se livrar, nem com os estudos em HAVARD...ou será dos genes portugueses??).

Tou parvificada!

Se o Djinho ficou careca, a minh’ alma ficou parva e fiquei desdentada pois caíram-me os dentes! Afinal fui buscar meu queixo ao chão…
Foi elaborado um artigo sobre o projecto de cooperação CV e EU, em reação ao artigo, a Sra. ou melhor a Phd. Fátima Monteiro deu mostras de como se devem colocar os pontos nos íis!
Afirmações como : O título da notícia contém uma imprecisão que julgo importante dissipar: não sou uma investigadora cabo-verdeana. Sou uma investigadora portuguesa de ascendência cabo-verdeana. Tenho nacionalidade portuguesa por direito de sangue e não por direito de solo. Julgo também importante sublinhar aqui que, sendo portuguesa, sou, por inerência, europeia e não africana. O facto de ser natural de um país/ex-colónia portuguesa situado na costa africana, em nada me obriga a identificar-me com África ou como africana! .
BEM!!! Com esta não esperavam pois não? E essa?
"A minha formação superior avançada (o que quer dizer pós-licenciatura), foi efectuada numa das melhores e mais prestigiadas Universidades que o modelo de Ensino Superior anglo-saxónico alguma vez produziu ou virá a produzir, a Universidade de Harvard. O meu grau académico, normalmente indicado através da abreviatura Ph.D., corresponde por extenso a “Philosophy Doctor” (Doutor em Filosofia)." Alguma dúvida?
Quem possui um grau de Doutor atribuído por Harvard, tem uma nacionalidade europeia e goza ainda de uma autorização de residência permanente nos Estados Unidos, não precisa de ir a Cabo Verde promover-se. A menos que cometa um acto hediondo, tem a sua promoção vitaliciamente garantida em qualquer parte do mundo, incluindo Cabo Verde!!” Que nada...nós aqui a receberemos de braços abertos mesmo que cometa outro acto hediondo! Não é assim pessoal?

"Por isso aproveito para aqui deixar alguns conselhos ao Senhor Ministro: Mande calar a tropa, meta os insubordinados do seu Ministério na linha, coloque o dossier “parceria especial” e a Direcção-Geral de Política Externa nas mãos de diplomatas idóneos e equilibrados (o facto de a maior parte deles possuir tez clara, ter “cabelo fino” e falar francês não me parece ser garantia de sucesso nas negociaçõs com os europeus), e abra as portas aos cérebros de ascendência caboverdiana residentes fora de Cabo Verde. Caso contrário, a “parceria especial” ficará seriamente comprometida." Essas cabeças iluminadas incluem a PhD FM?

São afirmações que deixam qualquer um parvificado! Ou não? (estarei muito sensível?)
Contenha-te MS, não sejas má MS, ou será melhor Drª MS (fica giro não fica?)!!! Mas correm-me pelos cantos da boca um pouco de veneno, e uma revolta que, talvez no fundo, não têm razão de ser! ELA TEM TODO O DIREITO de dizer o que pensa! Certo? ERRADO! Uma pessoa com uma formação (que ela insiste em fazer de bandeira) e a dar importâncias a coisas como: nacionalidade, títulos, e ainda por cima chamar de analfabetos funcionais aos quadros de instituições do MEU PAÍS!!? A FM tem tomates…ou então falta de bom senso.
RAIOS!! Apetece-me fazer uma redacção sobre ela, tipo:” a Vaca, A vaca dá leite, e eu gosto muito da vaca” mas acho que seria desperdício. (Não pensem que estou chamando-a de vaca, pois quem me conhece sabe o quanto gosto destes animais).
Só uma coisinha, achei muito giro os seus traços europeus, ficam-lhe muito bem.(podem ver foto da PhD no site do Djinho).

Só uma chamada de atenção: Não critico a adopção da nacionalidade da gaja, cada um que se assume africano, europeu, caucasiano, o que quiser, mas o que a PhD, quanto a mim, mostrou foi um grande complexo (isto sendo muiiiito boazinha com ela) e falta de modéstia...(aliás ela deve desconhecer este termo)

Ao amigo que me indicou o artigo:obrigada, mais uma vez prendeste meus pés à terra e mostraste-me como ser menos modesta!
À jornalista Gisele Coelho, mais uma vez, cometeu um erro imperdoável, não é Drª, é PhD- que é muiiiiiiiiiiiito diferente!!(Ainda corre o risco de te-la à perna a conta disto!

Sexta-feira 13!!


Mais um momento "cultural" aqui no blog, depois não se queixem dizendo que não se aprende nada no "Retalhos". Mais uma vez, do alto da minha sabedoria de pesquisar na net, trago-vos as possíveis razões para que o dia de hoje seja considerado um dia de azar:

«Essa crendice de azar na sexta-feira que cai num dia 13 é mais popular entre os cristãos. Explica-se: Jesus Cristo foi crucificado numa sexta-feira e, na sua última ceia, havia 13 pessoas à mesa.Antes disso, porém, existem versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.Há também suspeitas de que a crença venha de uma rixa entre o rei francês Filipe, o Belo, e a Ordem dos Templários. No século 14, o monarca decidiu cobrar impostos da Igreja Católico. O papa Bonifácio VIII ficou indignado e o excomungou. Filipe tentou, então, entrar para a Ordem dos Templários. Assim, se reaproximaria novamente da Igreja. Mas não foi aceito. Por vingança, ordenou a prisão e tortura de 5 mil cavaleiros. Isto ocorreu em 13 de Outubro de 1307. in http://guiadoscuriosos.ig.com.br»

Mais uma coisinha: Sabem como se chamam às pessoas que tem medo/fobia da sexta-feira 13? Não?!?!?!? Coisa mais simples: Paraskavedekatriaphobia, viram como era fácil?


quinta-feira, 12 de abril de 2007

Detesto...


Detesto os dias em que sinto "aquele" vazio, pois é quando os meus fantasmas insistem em preenche-lo da forma mais devassa…

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Tu...

« Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi:
não soube que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo. »

Pablo Neruda

terça-feira, 10 de abril de 2007

Eu...

Eu acho: que não acho nada
Eu quero: ser feliz eternamente
Eu tenho: amigos
Eu odeio: odiar, sentir ciúmes
Eu sinto saudades: dos momentos especiais
Eu escuto: as coisas que me tocam
Eu cheiro: cheiros bons
Eu imploro: por bom senso
Eu procuro: sabedoria
Eu me pergunto: porque não?
Eu me arrependo: das atitudes levianas que magoaram pessoas…
Eu amo: o amor
Eu sinto dor: quando me machucam
Eu sinto falta: dos meus amigos que estão longe
Eu me importo: com meus amigos

Eu sempre: fico fula com mentiras
Eu não Fico: sem ouvir música
Eu acredito: nas pessoas
Eu danço: sempre que possível, e quando me apetece danço feito louca (em casa!!)
Eu canto: em casa, no carro...
Eu choro: quando a dor/amor não cabe no meu peito,
Eu falho: quando procuro ser perfeita
Eu luto: contra mim (mtas vezes)
Eu escrevo: o que sinto
Eu ganho: paz quando estou de bem com a vida
Eu perco: peso!!! Só de pensar!!!
Eu nunca: saltei de para-quedas
Eu me confundo: quando penso no que eu quero da vida
Eu normalmente sou encontrado: confusa
Eu sou: mais eu
Eu fico feliz quando: recebo mimos dos meus amores
Eu tenho esperança: num mundo melhor (parece resposta de Misses)
Eu espero: pelo que há de vir
Eu preciso: dos meus amigos
Eu deveria: ser menos preguiçosa

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Fortim d'El Rei...

(foto do fortim e de uma das vistas sobre Mindelo)
Ando mesmo alienada do que anda a acontecer ao meu país!!! Já num post anterior tinha assumido que deveria ficar preocupada com algumas questões…mas ando mesmo virada para mim, egoísta, assumo, mas sinto-me feliz e vejo tudo dourado à volta...fazer o quê? Mas eis que hoje um amigo conseguiu tirar-me deste estado de graça, quando me direccionou para um post do seu blog (cliquem para irem ao post) sobre o Fortim… e lá fui bisbilhotar. Aquilo inquietou-me, até porque já tinha remetido este assunto para o lado quando li, há um tempo atrás, num outro blog (cliquem outra vez) que afinal aquilo não ia ser tão mau… Mas hoje…outra vez…e chamem-me supersticiosa, mas quando as coisas vem ter comigo pela segunda vez é que merecem uma reflexão da minha parte. Ora vejamos:
Com que então será construído um complexo turístico no Fortim? Boa ideia? Não sei! (posição cómoda, diriam mas é a mais pura verdade).
Quando lembro do Fortim as coisas que me vêem a memória são: a paisagem lindíssima que se tem de Mindelo, os encontros às escondidas, os casais de namorados e amantes.
Quantos "3Vinténs" já foram perdidos aí? Quantas promessas foram feitas ali? Quantos filhos já foram gerados tendo por voyeur aquelas velhas paredes que no passado testemunharam acontecimentos tão menos prazerosos. Chamem-me romântica, talvez seja, talvez seja do momento.
Votado ao abandono, o Fortim serve, de momento, para o depósito de coisas menos nobres. As paredes, que entretanto serviram de quadro para os amores mais arrebatadores ou apenas marco de que alguém esteve aí, estão caindo aos pedaços e albergam esconderijos a outros vícios que não o de amar.
Mas não vejo neste quadro uma desculpa para “ser doado” ao grupo NIKKIBEACH (ao que parece famosérrimo e poderosérrimo). Sendo assim estamos a dar dicas ao Governo “ não mexam nos monumentos históricos, deixem que caiam aos pedaços até desaparecerem, pois assim desaparecerão da memória dos mais incautos e poderemos vender o terreno” Será!? Não acho!!! Será que com a construção do casino, do Hotel de 5*, como ficará o acesso? Poderei depois ver o por do sol ou o acordar do Mindelo sem que um brutamontes de um segurança me chateie o juízo? Qual o impacto social (real, não o dos sonhadores dos nossos (des)governantes))de um empreendimento destes na ilha?
A reabilitação do espaço e a construção de um museu, biblioteca, sei lá, outra coisa mais “NOSSA”, mais digna do Fortim não seria possível!?!?!
Raios que já começo a ficar preocupada com o “Cabo-verde está na moda!”.

Parabéns...


Para a biciada Lay...feliz dia

quarta-feira, 4 de abril de 2007

É dificil se apaixonar??


Não - respondo!!!

Há uns dias veio à baila esta questão. Depois de pensar nisso, acredito que o difícil é abrir mão do nosso egoísmo, orgulho, medo, preconceitos, mesquinhices e outras coisas que tais, isso sim é dificil, porque se apaixonar é a coisa mais fácil que existe!

terça-feira, 3 de abril de 2007

...


Toca o despertador, rebolo na cama sentindo o roçar dos lençóis pela minha pele e deixo-me ficar ainda mais uns minutos esperando meu corpo acordar do torpor do sono. Languidamente arrasto-me para fora da cama, abro a janela e o sol vem beijar-me a face e, antes que pudesse abrir os olhos para contemplar o dia azul, uma mão agarra-me e leva-me de volta para cama. Deixo-me conduzir, deixo-me seduzir, deixo-me ser amada… e o tempo vai se consumindo na urgência dos toques e na respiração ofegante. Hoje deixo-me ficar por aqui, por entre os lençóis, por entre esses braços e abraços…mas alguém bate à porta e afinal não estou por entre os lençóis, mas entre papéis, não entre aqueles braços mas agarrada ao computador, pois estou na #$%$% do trabalho…e não me apetecia nada!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Devia...

Pois devia pensar:
  • Para quando o governo começa a traçar planos (sérios!!) sobre o tratamento do Lixo em Cabo-verde?
  • Em ficar preocupada com uma notícia que vão construir uma incineradora em Cabo-verde? (essa eu não conto como sendo um plano de tratamento de lixo)...isso não é péssimo para o ambiente e saúde pública? Isso não se destina aos lixos quimicos/industriais? Mas nós não temos lixo industrial para esse tipo de tratamento...é para queimar lixo industrial e tóxico de outros países, como por exemplo do país que vai financiar a unidade?
  • Será que as pessoas envolvidas estão-se "marimbando" porque já detém partes do capital da empresa que vai gerir a unidade? Elas não pensam no futuro dos filhos e netos?
  • Porque insistimos em cometer os mesmos erros que os outros países cometeram no passado e não avançamos já com as medidas que agora adoptam?
  • É preciso chegar ao fundo do poço e só depois começar a pensar em como subir?
Pois...quando começo a pensar nisso e noutras coisas entro em pânico e só apetece-me ser como as avestruzes...mas há momentos que essas questões deixam-me inquieta...
Hoje vou ver o telejornal da TCV!