segunda-feira, 5 de março de 2007

Traição...


Dói. Ai se dói. E não estou a falar da dor da depilação. Essa é física. A dor da traição corrói por dentro, revela o que há de pior em nós. Nosso lado lunar é colocado sobre uma lupa potente e os sentimentos mais obscuros vêm ao de cima. Quem já foi traído sabe muito bem a sensação de revolta, frustração e decepção que uma infidelidade pode acarretar. Medo, incertezas, confiança perdida, enfim, um rol de sentimentos que se confundem e provocam um terramoto interior. As expectativas acerca do relacionamento caem por terra e a pergunta que se coloca é: PORQUÊ?!?!?! A procura de quem é a culpa é o próximo passo. Muitos culpam o terceiro elemento, outros o parceiro e muitas vezes, numa atitude masoquista procura-se saber aonde foi que “EU ERREI” ? (parvoíce).
Mas o que considerar uma traição? Cada um tem um posicionamento diferente sobre o tema.
Para uns basta um beijo, quanto a outros até uma relação sexual sem vinculação afectiva pode não significar absolutamente nada. Há os que dizem que uma vez não são vezes.
Para mim? Beijo e sexo são traições e trair uma ou mil vezes é a mesma coisa… é traição na mesma.
Socialmente, existe uma pressão muito forte que muitas vezes leva-nos a tomar decisões que vão contra nossos sentimentos. Mea culpa - Já tomei muitas decisões assim, também já fiz que nem cavalo na parada: caguei e andei (desculpem a expressão), assumi a traição e a dor, e o relacionamento continuou e desta vez em bases mais sólidas, mas também já fechei a porta e parti para outra relação. Aprendi que o essencial é termos capacidade de enfrentar a situação e de sermos capazes de discutir o assunto com o parceiro - a comunicação é fundamental. A decisão? Nada de decisões “pré-fabricadas”, cada caso é um caso e a vingança, que muitas vezes passa pela nossa cabeça, apenas nos traz mais sofrimento.
Mais uma acha para a fogueira: às vezes a dor que sentimos não é directamente proporcional ao amor que sentimos pelo parceiro, mas sim ao nosso sentimento de posse, porque infelizmente ainda não aprendemos a amar sem apossar do outro.

O assunto é polémico, dá retalhos para uma manta e meia, mas para uma segunda-feira já chega- Já sabem que funciono mal às segundas. No entanto podemos continuar a discussão através dos comentários ao post.

3 comentários:

Anónimo disse...

Já tive essa experiência , mas como somos casados a 19 anos e temos 2 fillhos, cheguei a conclusão que ainda vale a pena perdoar e dar uma chance para a relaçao! Até mesmo porque gostamos um do outro. Não sei dizer se ainda é amor, mas é muito forte!
É claro que tudo é diferente, mas quem perdoa, tem chance de voltar a ser feliz!

Xana disse...

Eu também já ... mais do que uma vez :( e também me deixei levar por essa treta dos dois filhos ...mas enfim ... deixem-me só dizer que pior do que beijar ou ir para a cama com outras foi quando disse À OUTRA o que nunca chegou a dizer-me a MIM. Que era linda, bela (é, disse as duas coisas para reforçar a ideia ...) e muito mas muito carinhosa ... Pensei deixá-lo assim que soube, mas como ainda estou convencida de que o amo (apesar de tudo) e há AS 2 CRIANÇAS para pensar (suspiro ...) continuo "bravamente" (ou estupidamente ...) do lado dele para o que der e vier.

Xana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.